quinta-feira, 28 de maio de 2015

Não sei como dizer-te;

Que a minha calma desaparece
na ausência dos teus passos,
minha alma perdida,
segue o rasto da tua sombra..

Caminho por entre os braços
longos da noite,
entrego-me na ausência,
ao teu corpo inventado,
começo a tocar o teu nome...

Acordo nua no silêncio,
e o amor começa a doer,
como uma rosa,
que fere com os espinhos,
rasgo os meus versos,
no gélido oceano dos teu sentidos,
e fico perdida... 

Graça Bica.
Caminhei

Silenciosamente pelos
recantos da tua vida,
paginei o teu corpo
com pedaços de mim...
todas as brincadeiras 
da meninice, do nosso crescer
acompanhou-nos,
no entardecer da reta final...!

Poderia escrever mil páginas,
não as lérias durante anos
que vivo neste sofrimento,
as manhãs, começam
e terminam com as minhas
lágrimas,
chorando por ti!
não sei descrever se é saudade?
se é falta, quê eu tenho de ti?
ou de ainda,
de tanto te querer!
Amor,

Graça Bica

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Na falésia
da minha vida,
há um segredo guardado
um nome por dizer,
um rosto por descobrir,
um abraço, ainda por separar...

Um olhar por decifrar,
que dói, ainda!
a cada minuto que se esvai,
em cada fenda
que deixa entrar,
a chuva, e o frio do sol!
só as primaveras,
onde o teu amor e o meu,
 se abraçam como roseiras bravas,
o rosto das pedras...
onde a imagem esconde de mim
o olhar por decifrar,
e o abraço por separar...

Graça Bica


   
Passei a tarde
a desenhar-te!

Pintei o caminho dos teus dias,
para que ao atravessa-lo
nenhuma pedra te ferir,
pintei a primavera,
as árvores, flores! 
pintei o teu rosto,
com as lágrimas da minha saudade,
pintei as rosas
que via no jardim, 
foi um começo de horas,
de outras vidas... 
estou cada vez mais imparcial,
imprevisível...
vivi realidades
que não mais me pertencem!
quando foi ontem,
para não ser hoje ...
quando fui outra, para
 não ser eu...
viajei por dias inventados...


Graça Bica

terça-feira, 26 de maio de 2015

A vida
sem o teu amor
é uma carta lisa sem nada para ler,
é um jogo de palavras, sem respostas!
sem o riso nos lábios,
e tua boca fechada
sem prenunciar o meu nome!
é como o céu sem estrelas,
e o universo despido sem luar!
porque me fazes tanta falta amor_?

As jarras estão vazias sem flores,
o meu coração é um lamento,
sem ver os teus olhos, cor de amêndoa.
a sorrir para os meus...
a tua ausência, faz mal a minha alma!
a vida não tem sentido,
todos os caminhos não têm fim!
vivo num campo agreste,
sem água para o adubar,
o pó segou os meus olhos
incessantes da tua procura! .
que faço da minha vida sem ti?
que alento tenho para caminhar,
despojada do teu amor!

Graça Bica
               
Se Tu não existisses
 
Porque existiria eu?
para vagar num mundo sem ti,
sem esperança, e sem lembranças,
E se tu não existisse?

Eu teria que te inventar amor,
como nascem as flores
de múltiplas cores,
como gotas de orvalho
que alimentam das matizes,

Se  tu não existisse!
eu seria, uma folha de papel,
embrulhada e adormecida
nós teus braços,
seria, somente um ponto a mais,
neste mundo que vem e que vai
e me sentia perdida!

E se tu não existisse?
eu não te encontraria
vagueava num mundo sem ti!
sem esperança e sem lembranças
eu preciso de ti!
porque te quero,
sempre junto de mim!

Graça Bica        

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Amor
Já gastei as palabres
quando te chamava amor,

Quando escrevo, não leio,
as palavras gastei-as
em todas as cartas e poemas
que escrevi...
em todos os sentimentos
que abracei,  soletrei amor... 
hoje, o tempo corre tão depressa,
mesmo que queira escrever amor,
as teclas estão gastas 
passou o tempo
o amor adormeceu,
no peito dormente!

Graça Bica