quinta-feira, 16 de julho de 2015

A noite acalente
o amor,
na almofada da cama,
no sonho, que caminho  
com a lembrança de ti!

Quero escrever uma carta,
de saudade,
que trago, guardada no peito!

 No choro, da alcofa, 
nas paredes do quarto...
No cheiro dos lençóis,
na manta, que agasalhou
os nossos corpos...  
 
Olhos fechados, 
impulsivos, de amar...
Tanta!
mas tanta coisa,
ficou por dizer...
 

Preciso da tua luz, 
para iluminar a vida,
projetar sorriso, nos
lábios,
iluminar o olhar,
ainda, perdido!
 
Graça Bica.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



  • Poesia da alma

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Aquele adeus...

Foi o adeus,
mais amargo,
que me acompanhou!
 
Nos anos inquietos,
da solidão!
Distintamente,
mais violentos,
e mais exaustos,
como a rua,
que parecia, mais curta...

E curvas apertardes
difíceis, de desfazer,
janelas estritas,
em aprovação, de respirar,
a porta trancou!!!
Não mais deixou
entrar, o fim da tarde, 
mais soluçante,
e a noite cresceu...
Fiquei prisioneira
naquele adeus...

Graça Bica
Quero sentir-te...
Nas lágrimas que choro,
sem poder,
no coração que dói
e que não sinto! ...

 Nos fumos de desejo
que não tenho!

Quero Amor sentir-te...
No corpo que tens
sem saberes,
Num lago profundo
do amor...
Quero sentir,
os beijos, perdidos,
as palavras, que me dizias,
nas madrugada,
que o sono, não me acordou....
Quero sentir, as tuas mãos
tocando em mim...

Graça Bica

terça-feira, 14 de julho de 2015

Ainda recordas meu amor ?
o nome,
que demos aquela praia?

Em que  caminhávamos
de mãos dadas,
antes da alvorada!
e os nossos, abraços baloiçavam,
e os nossos beijos,
se alongavam nos minutos!
E os nossos corpos, se prendiam
no tempo....

É essa amor!
A praia das algas!
Foi a raiz, da nossa felicidade,
que batizamos ,com os nossos
poemas...
Que  relíamos em voz alta,
porque a solidão remava a nosso favor...
Sempre, que os nossos olhos,
se encantavam,
com sorrisos, alegres,
divertidos,
pactuamos, com o mesmo refrão.
tu, eu,
amor !
Na praia das algas...

Graça Bica

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Quando sonho nos minutos,
o meu corpo regressa ati...

Ao longe, não se ouvia
uma guitarra, ...
nem se ouviam sorrisos,
no horizonte;
pintado de fogo,
permanece no sonho...
haviam, giestas no monte,
espaçadamente,
o canto da cigarra
persistente, cuidava o sonho,
não deixava, o brilho do sol
despertar em mim!
Resguardo, a imagem,
do sonho que fica!!!
uma visão, distante, pardacenta,
por toda a ausência de nós...
repartida...
que aperta, o coração,
a cada estante...
só a ilusão, pode, manter-me viva!!!

 
Graça Bica
Errando
pela praia deserta,
encontro-me;
-sei, que posso olhar
sem receios, ...
a falésia, a areia,
e o gemido do mar...
sou aquela, que te ouve!
Olho em volta.

Aquela paz...
Que sempre, me pertenceu!
Outrora, corria descalça,
e tu, apareceste,
na imensa vastidão,
parecendo, um busto,
de braços logos,
e me abraçou!
Agasalhaste o meu peito,
fizeste de mim mulher!
pertences-me...!!!
Respiro, a cadencia do mar...

Graça Bica
Poema premiado, na antologia
Mar,a Tona.
As cores do mar
Faina Do Pescador.
...
O sol desceu sob o mar,
a água cor de turquesa
beija o extenso areal,
as gaivotas grunhem famintas,
picando, nas algas molhadas,
pondo a descoberto as conchas,
e beijinhos de amor...
O vento norte sopra enfurecido,
os pescadores, aguardam a calmaria
para pescar!
O abraço entrelaçou na tarde,
acalentou os pescadores,para a faina...
Enquanto os filhos
brincam na orla do mar...
As mulheres com o seu lamurio
lançam as preces ao céu,
para acalmar o mar...
Avistam os seus homens,
os barcos, baloiçam cheios de pesca!
os risos dos filhos,
as mulheres de mãos erguidas,
agradecem as preces ouvidas,
a Virgem dos navegantes,
do regresso ao lar,
assim é a vida no Mar!
Graça Bica.