quarta-feira, 15 de junho de 2016

Foi um ano de dor, e
de amor,
foi um ano de
fúria e lamuria, foi
um ano com menos 
cor,
com mais negrume, com
mais azedume,
foi
um ano que eu
não queria,
mas daria
tudo para reverter, mais
um ano que passei
sem ti!!!
foi um ano de
bater no peito de
tristeza, e
nostalgia de
estar sozinha, de
pensar nos outros, de
todos que fizeram
parte de
mim, de ti... para o
ano será
igual...( reservado ao direto de autor)
Graça
O grito foi tão abafado,
que só,
pelo silêncio contrastando
percebi, 
que não havia gritado,
O grito fica batendo dentro
do peito.
Caminhei no alvorecer,
até ao entardecer,
com o grito silenciado,
dentro de mim,
os dias ganharam
raízes,
e o grito, fica abafado ,para não
ser gritado
.
O peito dorido com
o gemido
abafado, silenciado contrastado,
A lágrima correu na palidez
do rosto,
grito abafado silenciou...
(ao abrigo do código do direito de auto)
Graça Bica


Hoje só as lágrimas
falam,
sem quê,nem porquê!
Nem as consigo calar.
Serro os meus olhos, 
tranco a minha alma.

Já nem limpo o rosto
nem me defendo
nem fujo.
Sinto a solidão a comandar
um vazio dentro mim...
Não lutarei vou
Deixo-me ir
sem questionar-me!

Nem quero decifrar
o sentido que a vida me impôs.
nem tempo, nem os projectos,
inacabados,
consigo pensar!
Estou ocupada comigo!
(ao abrigo do código do direito de autor)
Graça Bica
Nunca tinha visto uns olhos assim,
tão meigos ,tão doces olharem
para mim,
Tão transparentes,e cristalinos.

Acompanhou-me aquele homem
 pelo passeio, e continuo,
ao som das palavras,
da respiração e dos cheiros,

olhava-me cor o olhar doce
e cheiros ...
Assim continuamos nem um fala
só o silencio nós acompanhava ,
Ao som do silencio e
dos sorrisos


Graça Bica

quarta-feira, 18 de maio de 2016

As noites são pequenas
a lua desapareceu,
entre as estrelas
e as nuvens condensadas e
negras..
caminhei
por ruelas estreitas,
casas sem gente,
muros desmoronados,
ervas secas...
Um cheiro a morte
circundava por todo o lado,
os corvos rodopiavam sob mim...
O meu grito não tem eco...
O meu choro é abafado,
o meu corpo começa a desfalecer
devagarinho e fica,
prostrado no chão...
Graça Bica
Não sei como segurar,
o sonho da manhã ,
nas folhas de papel,
que escrevi.
Na surpresa dos gestos
que confidenciei no teu ouvido,
Dei-te o quarto a dizer mar,
gravámos na cama a saudade,
o amor,tornou-se esperança ,
escorria no corpo,
à liberdade
fantasiei o amor,
com cheiro de rosas,
com os abraços abertos,
a noite descia,
com ela, a brisa serrana.
O vento agreste, feria-me a alma,
o mistério estava entre nós,
não sei mais o que dizer,
deixei-te partir!
Ficaram os teus olhos
desenhados,
no travesseiro da cama,
as lágrimas correm
no lençol ...
Graça Bica