sábado, 6 de agosto de 2016

Hoje estou triste,
ando diabolando
pela casa deserta,
respiro,o ar perdido no tempo,
onde esse tempo,
era um pedaço de mim ...
De alegria contagiante ,
das madrugadas, acordadas...

Um frio puxado a norte,
toca nos meus olhos
já, lacrimejando,
das inúmeras loucuras,
dos anos que era amada,
Perdi parte de mim!
A minha identidade vai-se
apagando,de vagar
a tristeza, convive em
meu redor,
a musica, fica melancólica,
e por vezes perco-me...
Sinto-me ausente de mim,
foi quimera nos anos,
exponha-mos,as nossas
bocas, se-mi abertas
com palavras loucas.
sorrisos desejados...
Hoje,não coabitam mais
em mim...
A minha pequenez arreia
a minha força!
sinto-me tão só...!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.
14/07/2016.
No dia em que nos
conhecemos,
abraçamos o céu
sem palavras,
segredamos
mil juras,
e mil projetos construimos!

As velas acesas
nos candelabros,
da sala,
ardiam intensamente.
E eu olhava-te,
timidamente.
Entre sorrisos,
e palavras.
e olhares,extasiados.
Poderíamos estar entre
o mundo,
mas o desejo.
deixava-nos sós ...
Continuamos cúmplices,
dos nossos segredos,
Que ardiam
em silêncio...
(reservado ao direito do autor )
Graça Bica.

Graça Bica
Meu amor
pensei ,em escrever-te
uma carta!

Mas a noite está fria
tocada a chuva e vento,
batendo na janela quebrada.
Estou sentada na cama.
o pavio da vela
fere-me os olhos,
de cansada !
Das trocas em silêncio,
dos beijos nus e ardentes,
o teu corpo que fumega
junto ao meu.

Ai meu amor,
queria escrever-te
todo este afago,
que doí no peito,de tão amargo
de tanto sofrer.
Procura-me por entre a luz pálida,
da vida,
dos nossos gemidos
por entre as sombras
da cama,
arrebate-me nos teus braços.
Deixa os nossos apelos falar,
as nossas fantasias florirem,
bem deitar-te junto de mim,
faz-me, como os botões
das rosas
desabrocham com o sol
do amanhecer!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O grito foi tão abafado,
que só,
pelo silêncio contrastando
percebi, 
que não havia gritado,
O grito fica batendo dentro
do peito.
Caminhei no alvorecer,
até ao entardecer,
com o grito silenciado,
dentro de mim,
os dias ganharam
raízes,
e o grito, fica abafado ,para não
ser gritado
.
O peito dorido com
o gemido
abafado, silenciado contrastado,
A lágrima correu na palidez
do rosto,
grito abafado silenciou...
(ao abrigo do código do direito de auto)
Graça Bica

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

As vezes estou tão só,
que oiço passar o vento,
deixando em mim,
mil pensamentos...!
Se eu os pudesse escrever,
neste momento,
faria um lindo poema,
de sonhos roubados,
que vagueiam
entre mim, e o silêncio.

Existe um som duma flauta,
que corre na minha direção,
atravessando o sitio do farol
como braçadas de luz,
é neste sitio que me rebeijo,
neste silêncio das nuvens,
que procuram o literal..
Fico até a tardinha,
dobrando o entardecer,
com o farol iluminado
refrescando a alma
de tanto sofrer.!
Fascinada pelo mar....
há qualquer coisa
que vagueia
entre mim e o mar,
e o som da flauto, e
o passar do vento....!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica)

quarta-feira, 3 de agosto de 2016


Leva-me contigo
agarrada ao teu olhar.
abraçada ao teu sorriso,
a sentir o teu calor.
a sorver do meu amor.

Leva-me contigo
o teu tempo é
o meu tempo,
e o meu tempo,
é a tua vida.

Leva-me contigo
e o teu mundo
é o meu lugar,
o teu trilho
é o meu trilho,
o teu corpo é
o meu templo.

Leva-me contigo,
embrenhada
nas minha suplicas,
cala,os meus lamentos
com um beijo teu!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.
Sabia que caminhavas,
pelo lado da solidão,
a tua tristeza abala-me
profundamente ...
Tentei falar contigo.
De imediato, eu
sabia a tua resposta!!!

Como tu me dizes, tantas vezes
que sou persistente
e teimosa....

A conjuntura das tuas palavras,
nem sempre afáveis,
deixam-me na sombra.
A distancia não é um muro,
mas um pretexto, razoável
para ocultar muita coisa...
Que não compreendo,
Será um dia o tempo,
que definirá este abismo ...
Por vezes penso,
que a muita gente
e muito silencio,
nas ruas da minha vida.!
Foi assim que me senti,
num corpo vestido,
com a minha alma descalça.!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.