quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Sinto os teus passos
caminhar no silêncio,
na penumbra calada
da noite.
Ainda sinto o teu bafo quente, 
suspenso diante da
minha cama.
Fico quieta adoçando os sonhos,
que revejo na mente,
que outrora os sentia junto
de mim.!
Hoje os sonhos velam as
minhas noites caladas
Dizem que o amor se esquece
ao longo dos anos,
e a vida recomeça novamente.
É impossível esquecer o
verdadeiro amor...!
Fica quieto dentro do peito,
por vezes tão quieto,
e tão presente.!
Que inibe outro amor
de entrar...
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Como seria meu amor
cruzar-me contigo
nesse espaço,
onde tudo flutuo, e
a minha alma cobre-se 
dum vazio cor do nada.
Como seria eu rever-me
no passado,
só por segundos,
já me contentaria
as pupilas dos meus olhos,
se esbanjariam de
felicidade.
Entre preces famintas
outras fantasias
poderiam viver em mim,
outra alma?
um outro sorriso?
ou um abraço.!
Ficaria sentada
na neblina do tempo
a tua espera
Amor.!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica .@.


Moro nas memórias feitas de
casas,e
nas ruas cimentadas de
afectos.
Mas o Homem 
não quer...
Não me deixa
erguer mais do
que um tijolo, na
parede da casa,
nem traçar de
abraços a
minha rua.
Nem de quem
nela mora,
Assim serei uma
sem pátria, e
habitarei nos
silêncios das
minhas próprias
memórias...!
(reservado ao direito de autor )
Graça Bica. @.

domingo, 13 de novembro de 2016

Escrevi tantas cartas 
meu amor, 
com elas, podias ler tudo 
que se passava na 
minha vida, 
quando acabava de escrever, o 
meu peito chorava por ti,
continuei a escrever anos, sem
fim...
Desenhei nas folhas as,
nossas bocas, quando se 
beijavam,
o meu peito sangra, de
tantos anos de solidão,
foram lágrimas derramadas, que
encharcaram a 
minha alma,
tantas saudades e tantas revolta, de
não caminhares ao 
meu lado,
queria morrer abraçada 
a ti...
Amor
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.
Mãe 

Quero correr,
para a minha vida antiga
como se corresse, para 
o colo da minha
Mãe,
queria, os doces que me davas
quando ralhavas comigo,
queria, pegar no teu braço
enrosca-lo em mim...
queria, chamar pelo teu nome.
olhar o teu sorriso,
pedir para me cantares,
aquela canção,
queria sentar-me no teu colo
enquanto brincavas com
o meu cabelo,
e contavas, a história da
joaninha,
tão linda e redondinha,
queria, correr para ti minha
Mãe,
queria pulsar na minha vida,
como feto,que precisa da barriga da sua
mãe.!
corri no tempo, apressada para
me tornar mulher,
hoje, doaria a minha idade, para
ser pequena,
e sentar-me no teu colo
Mãe.