sábado, 6 de junho de 2015

A noite visitou,,,

O meu quarto
com lamúrias
e lamentos,  
com mágoas
por explicar!

os olhos cansados
de lágrimas ,
das palavras
escritas, e faladas
por resolver..

dos significado
ainda, por explicar!
da dor, do meu amar,
da minha entrega
e do meu doar...

Da minha impertinencia
de resolver,
de falar de tudo
para ti. meu amor,
entenderes !!!

Que o meu coração
precisa,
de falar...
que o meu amor,

És Tu...

Graça Bica.     

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A dor do silêncio

Caminha lentamente
depois do teu silêncio,
já não consigo  pensar,
aplaudi-te nos momentos,
contei contigo...

Para me acompanhar!
na sombra do silêncio
apreendida nos teus lábios,
o orgulho desmedido
é um tormento,
sem explicação...

Caminhei nas tuas pedras,
segui o teu rasto!
doei-me no pensamento, 
no amor e na  ilusão...
omiti o julgamento,
para não magoar..
.
A força da minha alma
ensinou-me a caminhar...
a ser reta e correta,
deve ser uma miragem,
nos dias em que se estão a passar... 
  
Nos trilhos mais ocultos,
da vida já sem sentido,
e das perguntas?
pedidas num lamento, 
sem resposta por dar...

Graça Bica
   

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Poema para a minha neta Nuna.

Nuna !
És a minha companhia.
és tudo que eu tenho
na vida !
tens o sol no teu sorriso,
os teus gestos são delicados,
os teus carinhos são mimos,

és a luz que me guia,
e aquece o meu coração,

És tu que me das a mão,
és o meu caminhar
os meus passos,
são os teus passos,
o teu olhar aquece
o meu coração,
és a força do meu viver...

ainda és!
uma menina a crescer,
com sentido de retidão,
és o orgulho da Baba.
és todo o meu viver,
minha neta querida.

Graça Bica.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Sentimento!          Poema escrito, no ano 1971....


Numa ressaca
das minhas lágrimas,
num desabafo sentido,
de incompreensão,
pelo meu Pai ter partido,
sem me dar atenção!

tomei coragem, e escrevi,
minuciosamente,
a minha solidão,
de todos terem um Pai
e eu não!
sei que me ouves!
com atenção,
sem sins nem nãos!

Estou vacilante, nervosa,
tenho o meu filho ao colo
quem sabe arrependida
perante tanto silêncio,
na minha vida,
nem uma lágrima,
nem um sorriso.

Pai é para ti, que eu falo,
sou a tua filha!
a menina dos teus olhos,
a tua protegida,
a tua filha que chora,

Pai...!

Graça Bica.  
A minha infância                         Poema escrito 2/7/1999.
ainda menina,
tornei-me mulher!

Permanece alguém,
um eco perdido,
na distância
e no tempo...
o meu rosto de criança
da minha infância, 
ergue-se na altura um mistério!

Embrulhei-me num sonho,
na beleza límpida, do meu corpo,
como uma crença, da inocência,
os meus, tinham um rosto feliz,
não haviam distâncias...

recordo-me de promessas,
lembro-me do meu mundo,
que era só meu!
e depois?
ajoelhei, em todos os templos
que ia passando,

Até o meu amor encontrar o teu!
de menina,
com corpo de mulher,
dum sorriso rasgado
um olhar enfeitiçado....

Graça Bica    

sábado, 30 de maio de 2015

A tristeza

Invade as noites
de silêncio,
as nuvens carregadas de chuva, 
são como os meus olhos
depois da tempestade...
caem, lágrimas aflitas
dos meus olhos,

Não sou capaz de as suspender,
a noite traz recordações,
no quarto onde outrora
se respirava amor,
 hoje, não mais existe
o silêncio invade o ar,
o respirar fica ofegante.
o peito chora tristeza,
e o meu corpo dormente
transpira desespero,
a garganta asfixia a voz!
não poço chamar por ti,
o sonho perpetuo
junto da minha cama

Graça Bica
Ama-me
 
Com suavidade.
de tal modo intenso ,
feito ar que tudo invade,
ama-me
com sentimento,
mas que não se note ,
de tão manso,
ama-me
com coragem,
como um desafiar
da tempestade,
 sem vacilar entre o perigo,
e a rota, da felicidade, 
ama-me...
 
Graça Bica.