sexta-feira, 26 de junho de 2015

Canta em mim
a solidão,  das montanhas
que, cercam o meu corpo,
perdido!

A sensibilidade, dos riachos
que descem, arrastando sorrisos...
Aqui aguardo o teu regresso
Aqui!

Espero-te, com o meu olhar
distante, e sonhador...
de saia comprida,
de malmequeres floridos!
Blusa branca, decotada de linho.
Uma rosa vermelha, adornar os cabelos,
que eu, timidamente colhi,
Sei que virás...

Todavia continuarei,
sem saber em
 que dia...

Graça Bica      
Escuta-me!

Entre mim e o silencio,
existe um som...
de uma flauta, vinda ...
do vento!
Encontro-me nessa direção,
nesse aprumo....
de braçadas do mar,
e ainda mais...
esta um farol, com braçadas de luz!


Não fales...
escuta-me...
O som de flauta continua ...
entre nós.!
E o silencio entra,
o amor que reinvento,
deixa entrar esse preludio musical,
que abraça, o meu amor....

Graça Bica
 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Deixa

É como digo ...
eu, estou lendo,
a solidão, dobrando o entardecer... 
deixa filha!
a tua mãe falar ...
tudo que corre nas veias...

 
Dobrada no entardecer,
balbuciando, palavras de um,
amor...
Sabes, quem era?
Ele?
O teu pai ...!
estou, envelhecendo,
agora não há beijos ...
as palavras, desenho na areio...
mais logo, ao entardecer...
o mar bem recolher...
Filha...

Graça Bica.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Ao longe
a realidade
está esbatida num frio amanhecer!

Sentada há minha mesa,
insatisfeita,
no meu mundo emparedado ,
perdida!
Em meu mundo abandonado!
Eu quero companhia amor,
compreensão,
de todo o ter ser ...mas...
Falta-me a memória,
pois, os teus gritos já não têm som!
os teus olhos,
 já não têm luz,
os teus cabelos já não brilham...
Existe!
Tenho frio ainda,
mas..
já não estou sozinha
neste momento 
estou contigo...

Graça Bica
  
Desabafo
Sou poeta das palavras,
que me saem, num relâmpago
da inocência da vida, ...

Entre o sentir e o pensar!
a minha poesia, é escrever
os resguardos que se esconderam
dentro de mim...
por vezes respiro,
o desejo oprimido, o grito silencioso,
e as minhas mãos começam a escrever!
Silêncios, gritos da vida amargurada,
do destino trágico, que sobrevivi...
as lágrimas sentenciadas dentro de mim,
são diluídas em tudo que transcrevo,
é meu!
Eu, sou a dona da minha vida!
eu transformei os teus gritos,
imaginários em poemas,
como se fossem,
pequenos bocados da tua vida,
dum silêncio, dum fogo abafado
pela dor,
e será para sempre,
a maior de todas as minhas ilusões
escrever para Ti
para os que me leem,
e os que me amam...
Graça Bica
Jorram palavras
seguidas
de palavras,

Procuro uma definição,
comtemplo
demoradamente,
no silêncio
no amor que tarda...
que corre antes de mim,

Esqueço o percurso
do tempo,
corre em minutos
apressados,
o amor fugaz
agarro dentre de mim....

Graça Bica
   

terça-feira, 23 de junho de 2015

A noite
era de inverno,
húmida ,escura e fria!

Soprava um vento leste
afoito...
como  quisesse  correr
contra a maré,
imitado o bramir do mar, 
eu, silenciosamente
pensava na vida,
desprotegida de amor,
apressada,
como o vento agreste!
este sonhar sem fim
Estas vagas de saudade,
que se resguardam em mim,
 por vezes para não morrer
regresso a ti...
és  silêncio,
que nenhum relógio
há-de despertar....

Graça Bica