domingo, 21 de agosto de 2016

Hoje o telefone não tocou
apetecia-me ouvir a tua voz!

Quero que o dia corra livre,
consciente do meu estado,
a noite chega dormente
com o barulho do mar,
é o mês das marés vivas,
ruidosas, com o mar alto,
gosto, da voz revolta
das ondas,
trazem-me um
embalar sereno... 


Minha alma dormente de ti...!

As recordações
são tão fieis,
me abordam de melancolia,
e o tempo já passou...
Pergunto-me ?
Entristecida,
se não estás mais aqui!
Amor
Serias para sempre
o amor,
da minha vida!
O tempo passa,eu parada,
com os olhos semicerrados,
confiante de reconhecer
o teu cheiro,
abraçar-me há minha ilusão,
tudo passa,eu sempre
a tua espera,
de ouvir a tua voz.
a chamar
pelo meu nome!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.
O dia está lindo,
O sol,, abraça o caminho
enquanto eu palmilho
de pedra em pedra
pela borda do rio,
Recordo-te sentado,
naquela pedra cinzelada
com os nossos nomes!
Com o dia que nós
conhecemos,
somando os dias
dos nossos encontros,
e dos nossos abraços
multiplicando,
os nossos beijos.
deram anos!
As saudades, abraçam-me
eu choro baixinho.
perdida em
pensamentos,
sentada na margem,
rio.
fico até a a tua espera,
até
"tardinha
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.

sábado, 20 de agosto de 2016

Hoje se me perguntarem
o porquê de escrever ?
De espalhar sentimentos,
de ouvir lamentos,
não sai responder !!!

Foto de Poesia da alma da poeta Graça Bica. Já não sou aquilo,
o que eu era,
demasiadamente credo-la
das certezas das palavras ...
Enquanto eu não souber omitir,
fantasiar as mentiras,
de enganos,não sei viver...
Nasci naquela vila pequena
junto ao sopé da serra,
comungava aos Domingos
era repreendida,
por dizer mentiras,
aprendi a ser mulher!
Hoje as mentiras são
correntes,
os enganos frequentes.
Não há gente confiável,
Embrenham-se
com fantasias,
de mentiras arrepiantes,
só assim, sabem viver...!
Eu tenho dificuldade
em compreender...!
(reservado ao direito do autor)
graça Bica.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O tempo passa calado
e eu, sem ver o meu pai.
Há tempos que ele não vem,
eu fico a espera,
por vezes dormitando,
ou mesma acordada,
sobressaltada, e bocejando!

Ao primeiro canto da cotovia
é, a primeira luz do dia.
que beija a minha janela,
e entra por ela adentro.
Ele não veio...!
Agasalhar-me com a manta
de lá
que fica na cama
aos meus pés.
Começam os meus olhos,
a lacrimejar da ausência,
de tanto esperar...
Fico até que me apareças,
e cobras os meus pés
gelados de frio...
(ao abrigo do código do direito de autor)
Graça Bica.
Foi o tempo que senti,
mais saudades de ti,
Minha Mãe.!

Foram anos turbulentos,
de choro de saudade,
foram os anos da minha
educação.

Foram anos que chorei,
entre as mantas,
da cama no colégio.

Dos porquês ...?

Poucas meninas estavam
internas no colégio,
eu, era o n- 21.

Há amigas que ficaram
marcadas na minha vida,
outras partiram noutras
direções...

Ainda hoje, num desabafo contido,
correm lágrimas
pelo meu rosto,
tenho, tantas saudades tuas,
Minha Mãe!

As amigas da minha vila,
só privava nas ferias,
ou de quinze, em quinze dias,
repartidos em a família.
Até dos amigas tenho
saudades.!

Tenho saudades de mim...!
Minha Mãe.
Cresci rápido de mais.
Foi, a educação
que a minha Mãe
me impôs!
Desabituei-me de brincar
fiquei adulta,
cedo de mais...!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.
Se eu tivesse um amor,
escreveria o nome dele,
com a leveza do ar
que respiro.
Ditaria com cheiro
de perfume, a palavra
Amor.!

Acalentar-te-ia com afagos
em poesia,
se ouvisses a minha voz,
cantar-te-ia, quero-te muito,
os carinhos seriam
adoçado de mel,
ficarias anestesiado
de loucura.
Se desse um abraço,
ficarias ao meu lado,
se fosse um beijo,
as bocas adormeciam
no calor do prazer !
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica
Foto de Poesia da alma da poeta Graça Bica.O meu amor
é um universo
inatingível.
Como o mar que enxergo,
o que além do horizonte
se adivinha!

Queria ter coragem
de falar deste segredo
tão somente meu!
Que só a mim,
me confesso!
De um amor que arde
no peito, e se eleva
na minha alma!
Tenho necessidade
de te confessar
Amor!
Nos braços da distância,
que nos separa
e nós prendem.
De instante,
a instante, cada vez
Mais.
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica