quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Viajei por por dias
inventados,
fui um começo de outras 
vidas,
com outras rotinas, 
e outras histórias.
Caminhei ao sabor 
do tempo, 
outros tormentos,e 
as mesmas histórias.
Os dias caiam aos pés,
irrecuperáveis como as 
manhãs claras,
e nuvens dispersas, 
bailando em murmúrios... 
A vida é uma arma inventada, 
que fere, e que marca!
De tudo que passa 
fica a saudade com lágrimas 
de sol no poente.!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.
.


Faxinava-me o movimento 
das águas, 
a transfiguração do meu olhar 
num desejo de ter tudo, 
porque o nada não 
me basta !...
As sombras que se amaram 
já não existem,
e as outras sombras 
vêm a mim... 
Nas sensações que o 
amor atinge,
não quis a vida,
mas o amor !
E a vida regressou o nada, 
donde eu partira, 
Hoje estou isolada, 
num navio que se afasta 
dum rumo desconhecido!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

De manhãzinha o frio
respirava
entre caricias e um manto
de neve,
estendido pelo chão,
os nossos passos
caminhavam lado a lado
Mas a distância é abismal...

A lembrança do teu rosto
definido e belo,
do teu corpo moldado e
esguio,
da tua voz serena e doce.
Neste momento,
não estou só.
O cão seguia-me
ladrado,abruptamente,
por este descampado
que nenhuma viva alma
está!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.

Onde os meus olhos procuram,
só há escuridão!
O tempo não passa sem a luz
que eu preciso.
Hoje não há janelas, nem flores nas varandas,
nem recantos adornados, com labaredas vermelhas,
porque a fonte secou ...!
Há espaços perdidos entre aglomerados com campas,
que nesta altura se vestem de flores..!
Há lágrimas solitários descendo pelos rostos,
Há abraços que se repartem com saudades,
de ano em ano ...!

Há o teu espaço...
Com a tua foto tão gasta, pelos beijos que te dou...!
Há o meu amor calado na ausência e sem culpa ...!
Há saudades, que se prendem entre mim e os filhos.
Há a tua neta a quer saber histórias da nossa vida.
Há a minha boca cantando as nossas conversas.
nas noites de inverno,há lareira,
e azafama com os amigos nos dias de verão....
Dando brilho aos nossos olhos,e inundado as nossas almas...
Há de tudo um pouco, e muito mais...
Não me é possível esquecer-te.
Simplesmente, agasalho-te em mim:!!!
( reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.

domingo, 30 de outubro de 2016

Quando a noite desceu 
longe dos meus olhos, 
o reflexo da minha sombra 
tinha-se esgueirado, 
para o outro lado! 
Os lábios murmuravam 
o azedume do frio...!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@,

sábado, 29 de outubro de 2016

Se o amor ficasse
no meu peito guardado,
seriam anos de solidão,
seriam primaveras
sem flores,
nem haveria calor no
verão...
Seriam as horas escorridas
nos dias
seria o peito a bater por uma
rezão...
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.,

Procurei-te pelo som
do vento,
das manhãs pedradas de
chuva .
agonizando nas janelas
de tábuas envelhecidas, e
esburacadas pelo tempo,e
anos agrestes.

Naquele tempo o sino tocava, a
rebate
quando as trovoadas enfadonhas
marcavam todo o caminho
por onde passassem,
batias na minha janela
e entravas num silêncio
sem voz...
O cheiro a pinho trovavam a
tua roupa,
descuidada,
deixava-me abraçar,
nos longos braços da
saudade
e, balbuciava em melodia o
teu nome...!
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@