sábado, 25 de abril de 2015

A noite desce
sob o meu olhar

Estou cansada de mim,
o meu desassossego
não me deixa caminhar,
trago no rosto,
as lágrimas das primaveras,
que desfolharam em mim!
e a razão porque caminho sem ti!
foste o meu hino...
das alvoradas que passei a sorrir,
das noites que dormi deitada
no teu peito,
hoje não sei, que é feito de mim?
não me encontro?
perdi o sentido da vida,
e o meu peito soluça,
nas horas que estou acordada, 
o bater do meu coração
anda desgovernado,
não sei viver sem ti...

Graça Bica    
Numa noite,
mal dormida,
penso em ti.! 
no teimar do adormecer,
penso em ti.!
na rezão do momento,

penso em ti!
recordar os sentimentos,

penso em ti! 
dos sorrisos, alegres

penso em ti!
sem pronunciar palavras...

só nossos corpos entrelaçada
penso em ti! 
do sabor dos nossos beijos,  

penso em ti!
das zangas resolvidas,

no falar no momento,
do abraço da desculpa,
penso em ti!
no andarilho da vida

consumida de revolta
penso em ti!
de caminhar no tempo 

e ter-te ao meu lado
penso em ti!

 Graça Bica

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O adormecer,

Trás as lágrimas,
adormecidas
no meu peito, 
doem a cada recordar
da tua silhueta...
definida, transborda de amor
sempre que segues,
os meus passos...
alcançando o tempo,
fizemos do nosso amor luz,
caindo em pingentes de saudade   
cobrindo o nosso corpos 
de nuvens dispersas
de cinzas,
acumuladas
solta no chão
junto da cama...
embarca nos sonhos
que chora, ainda,
pela despedida,
de um amor que corre
na distância,
e dorme, e acorda comigo,
no quarto onde as nuvens
do pó, repousam sem vida....

pela tua roupa

Graça Bica.
Não havia distancias
porque tudo
estava tão próximo,
lembro-me de promessas
que nunca cumpri......
lembro do mundo
que era só meu..
teu..
nosso.!
Graça Bica.

À direita

De quem entra no sonho,
a bruma puxa-me
para a sombra,
rápida de esperança,
convoca os meus versos,
enamorados e ternos,
da alegria de te ver.
queria apenas encontrar
um regato, onde os versos
cantem as palavras que te escrevo. 
 e nos encontraremos de mãos dadas,
os nossos olhos
reconhecerão o único lugar
onde sabem viver...
a saudade não é de ti, é
 para ti!
do ruído que fazem as tuas sandálias,
quando chegas junto de mim,
foi talvez por ti,
que a luz dos teus olhos
desfloraram as papoilas que cresceram,
no alto do sonho ,envergonhadas,
e se esconderam de mim,
foi talvez por ti,
que os meus lábios entreabriram,
trémulos de sonho e poesia,
e um novo poema me encontrou.
a pensar em ti,
é ter saudades dum futuro que eu inventei.
ainda não nos conhecia-mos,
mas já, escrevia poemas,
e tu os lias!

Graça Bica.
O cantar do sonho.

Os dias correm lentos,
os sonhos,
não se distanciam
de mim...
prendo-os na distância
para não ficar sozinha
no tempo,
o chirriar do rouxinol,
de manhãzinha,
e o cantar do cuco
a tardinha,
a vida fica pesarosa,
a soluçar ...
até o sol se deitar,
no manto do mar,
ouço o barulho das ondas,
a beijar areia...
as janelas do meu quarto
ficam abertas,
para os sonhos entrar,
sem pedir licença,
e os teus lábios beijam
a minha pele pela noite,
os sonhos despertam.
os sentidos arrebatadores
que se fizeram meus...
entre a distância, que nos separa,
e abraços que se unem..

Graça Bica