domingo, 10 de maio de 2015

Silêncio no peito.         ( Poema, a sair no próximo livro)


Se eu tivesse
qualquer culpa do passado?
aí...
como se eu tivesse !
como  compreenderia
a minha vida agora!
como tudo se resolveria
na parede da minha alma ,
tudo serenava em minha vida,
como seria corrido este meu viver...
se eu tivesse culpa?
teria uma rezão para resolver,
as culpas do passado,
que caminham no presente,
atormentam os dias
e alongam-se  nas noites, 
se eu tivesse como as resolver!
daria a minha vida
para voltar ao teu passado,
se eu tivesse culpa?
tudo se resolveria
amor.

Graça Bica.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Havia no espaço.
 
Um vente morno,
as nuvens vagarosas
contorciam-se
no movimente,
entre o anoitecer
e o amanhecer,  
os meus olhos... 
ficavam transparentes
de lagrimas,

A janela do meu quarto,
embaciara,
com os meus suspiros,
que afogavam
o meu peito,
vi há distância uma silhueta,
esguia vinda na direção da casa,
os meus olhos cansados de esperar,
derramaram, as últimas lágrimas,
no meu peito ficou quieto,
o meu grito ficou calado,
a minha boca não se abriu 
tu passa-te no silêncio,
os meus olhos seguiram-te
até se cansarem...
deixei de ver a tua imagem,
aplaudi-te como o homem
do tempo...
guardei-te no meu olhar.!

Graça Bica.    
   
   

quinta-feira, 7 de maio de 2015

É enorme o silêncio!

Que vejo no teu rosto,
pálido e cansado,
nada me surpreende
a tua solidão
é desajustada, com a minha,
as saudades que sobrepõem 
no teu rosto magoado,
agonizam o meu olhar,
com um grito de dor!
e não deixa sair...
há qualquer coisa em ti,
que quero entender,
talvez seja a imensa vontade
de procurar os teus beijos,
mas, o teu rosto tem a tristeza
da tua alma ,
eu chego a pensar
que me faltam as lágrimas
para atravessar até ti!
amor...  
Graça Bica.   
Nestes últimos dias

A chuva anda teimosa
em deixar descobrir o sol!
os meus pensamentos ficam
descobertos para racionar,
o meu peito fica mais afoito,
o pensamento mais arredio,
as lembranças de tudo
que conversámos,
ficam despertas...

Não quero saber,
o que ficou adormecido
no teu peito!
o que o meu guardou,
desvaneceu,  
não sei qual a  rezão?
nem o porquê?
das  missivas
com o meu nome! 
gosto do meu recanto,
onde adormeço,
e não gasto a memória
de falar por falar,
a minha vida é tao minha! 
passo por ela tão devagar,
por vezes é corrida
que me desprendo dela ...!

 
 Graça Bica

terça-feira, 5 de maio de 2015

Nos dias que saio.


Para me procurar,
perco-me de ti!
a minha mente toldas-se
com mil fantasias por definir,
a primavera corre no tempo,
os dias estão quase iguais,
as manhãs despertam com sol,
orientam-me, a imensidão
o que os meus olhos podem abranger ,  
os campos floridos,
 o cuco a cantar, o vento a soprar
ao abrir a janela do meu quarto,
mesmo que as nuvens de solidão
se apoderem de mim,
eu canto alegria ,
estou enamorada de ti ...
os momentos que se fizeram meus
são os teus também...!
as nossas conversas,
pela noite adentro,
com risos e gargalhadas,
é prenuncio que estamos felizes !
caminhamos numa meta definida,
como quem caminha,
numa estrada reta,
no mesmo sentido de orientação,
com o mesmo respeito na vida,

Graça Bica


     

Promessas.

Deixaste-me iluminar
pelo brilho que irradiava,
dos teus olhos! ...
e neles adormeci,
como as lembranças que guardo
dentro de mim!
de tanta ternura, e tantos sorrisos!
encostei o meu rosto
à tua vida!
abraçaste-me com o teu silêncio
e nele permaneci!
noites dias e anos,
a descansar os meus olhos!
tanto tempo que deixas-te
de pensar em mim !
pergunto-me por onde eu fico?
se não tenho permissão de trilhar
esses caminhos?
mas esquecer-te,
já é tarde demais!


Graça Bica

domingo, 3 de maio de 2015

Não sei
qual é o meu nome?
nem ouço,
quem por mim chama!
nem os sons do vento,
eu sinto,
avisto um rio ao longe,
com uma grande correnteza, 
o meu corpo treme sedento
da água que canta no rio,  
galgando as margens apressado,  
os meus olhos choram
da distância!
o sonho correu pela liberdade,
as angústias esvaziaram o meu peito,
fiquei tão leve,  tão sozinha de mim!
que o meu corpo flutua
despido!
 

Graça Bica.