sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

As mulheres nascem do
silêncio,
e acendem pensamentos de
luz.

Trazem no rosto e no olhar,
matrizes de cânticos,por
onde passam.
Na boca trazem manhãs floridas,e
uma canção vermelha da
madrugada pojada nos lábios.

Os corpos chispam,
nuvem, e sombras esquecidas,
com gestos virgens
abobadadas na fonte fria, do
desejo.

E o peito, são luas cheias
de sedução,
brotando em botões de rosa,
onde nascem todas, as
manhãs.

A vida é a peça inteira
escondendo o corpo,
onde todas as sensações são
ainda um mistério,e
onde cai a fonte viva do
desejo.
(reservada ao direito da autora )
Graça Bica.@.

Escrevo
como as aves
que redigem o seu voo,
sem papel, nem caneta
apenas escrevo com a luz 
da saudade.
Como fico pequenina
quando escrevo para ti!
A tua ausência deixa-me
nesta inercia e sem
acesso a mim.
Por vezes desconheço-me,
Sou apenas mulher
na tua presença,
só me tenho na tua
ausência,
agora sou apenas
um nome,um nome
que acende em
tua boca.
Se me chamasses
eu escutar-te-ia,
o bramir longínquo
do grito neste lugar
ouviria no eco do silencio.
Vejo-te num lugar
onde posso renascer
a teu lado,
onde morro afogada
pela minha própria sede.
imersa ,nestas palavras
que te escrevo.
Do meu peito vazio de ti.
Da alma que vagueia
sem pressa de poisar..
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Se tu soubesses que
 agulheta do tempo parou, no
no dia em que partiste.
Fiquei no mesmo lugar e
adormeci no passado
chamo por ti no clarão silencioso da noite, a
tristeza chora a madrugada,no
fado a sua lágrima.
Meu amor no som do meu olhar,
ouviras o violino cantar para não
chorar,a minha saudade.
É para ti que escrevo, torna-se tão
difícil compreender esta poesia....
Que a alma chora,na voz da solidão
Se tu soubesses amor que falo com as
estrelas a minha revolta,e o céu sente a
minha ausência.
Ouvirias a chuva do mar a dança,
as letras que escrevo, andam na deriva do tempo.
 Na folha de papel branco, procuro-te
todos os dias, e alma grita ao vento,o que guarda e
sente num lamento....
(reservado ao direito da autora)
Graça Bica.@.
Os moinhos de vento
"zuniam" sem descanso.
A noite em passos largos
fugia dela mesma,
deixando atrás um
hálito de lágrimas
por debulhar,o
suor escorria pelo rosto,
Eu, estava com frio, e tremula.
como a luz mortiça
dum candeeiro,
que iluminam as ruas
 tristes, e vazias
sem nome.
As sombras brincavam,
pelas esquinas escuras como breu.
Reconheci,num ápice,
o teu caminhar...
Saiu-me um grito de dor,
tão intensa.
como se a lamina afiada duma faca
cravasse o meu peito...
(reservado ao direito do autor)
Graça Bica.@.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017


Se a tristeza
apaga-se a dor
de uma alma,
seria uma deusa
esvoaçando 
nas nuvens brancas,
alegria cantando ao
luar, ou
mulher deitada na
lua cheia,ou
pureza nas madrugadas.
raiadas.
Cantaria, bem alto o
Hino nas alvoradas
até o sol se deitar,
 adormecia na areia
macia da praia
 morreria junto aos teus
pés.!
Ó alma minha,
dorida na imensidão
cega e despojada,
deste corpo massacrado
nesta sina,que
madrasta é a vida.!
 (reservado ao direito de autor)
Graça Bica

domingo, 5 de fevereiro de 2017

O mar acalma,
os meus pés cansados, e
descalços.
Caminho, na forma ilusória
enquanto, 
tu não chegas!

Queria que chegasses,
cedo!
Muito antes do anoitecer...

"Pensei nas palavras
que me confessas-te"

O Tempo não te deixa correr,
tomou conta de ti !

E o silêncio,
tornou-se num lamento!
E mesmo,estando frio,
iluminada pela luz do luar.
" Amei"


Neste mar de amar!

Entreguei ,
as palavras ao mar.
ao vento,
deitada na areia estendida
deixei o sonho,
Adormecer...

(reservado ao direito da autora)
Graça Bica @,


"Não sei como dizer-te"
Que a minha calma,
desaparece,
na ausência dos teus
passos,a
minha alma anda
perdida, e
segue o rasto da tua
sombra.
Caminho por entre os braços
longos da noite,
entrego-me ao teu corpo
inventado,
começo a tocar o
teu nome,
e o amor começa a
doer,
como um orquídea antes
de nascer,
 rasgo os meus versos,
acordo nua no
silêncio,e
o meu corpo fica
gélido,
é agora uma esquife a
boiar,
em depressão,
onde choro pelo teu nome...
(reservado ao direito da autora)
Graça Bica .@.